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quinta-feira, 5 de maio de 2016

Meu timão faz aniversário hoje

  O América-MG comemora 104 anos hoje, dia 30 de abril.  Para marcar a data, será celebrada uma missa em ação de graças, às 10h, na Igreja de Santa Tereza, na Praça Duque de Caxias, em Belo Horizonte.   E esta é a melhor forma de comemorar uma data tão especial, uma vez que ele é considerado o time da família, ou seja, possui uma torcida formada por avôs, avós, pais, mães e filhos.
   A missa celebrada pelo padre Mário exclusivamente para o aniversário do Clube, no dia próprio aniversário, como forma de agradecer a proteção Divina ao “Time da Família”. Mas apesar da exclusividade, a cerimônia religiosa será aberta à comunidade em geral. Se eu pudesse, estaria lá para comemorar a boa fase do timão.
  A comemoração terá duplo motivo, uma vez que o América-MG está na final do Campeonato Mineiro de 2016. Após ter vencido o Cruzeiro no primeiro jogo da semifinal por 2 a 0, semana passada, segurou o empate por 0 a 0, na tarde deste domingo, no Mineirão, e agora enfrenta o Atlético-MG na decisão.  A final contra o Atlético-MG será disputada em dois jogos, nos dois próximos domingos.
  O clube foi fundado no dia 30 de abril de 1912 por um grupo de garotos de 11 a 13 anos. O time iniciou sua historia de glórias e conquistas no estádio da Avenida Paraopeba, onde hoje funciona o Mercado Central. Cresceu com o Estádio da Alameda, no bairro de Santa Efigênia, local do hipermercado Extra e hoje ostenta a moderníssima Arena Independência.

  No bairro Horto, desde o antigo Estádio Raimundo Sampaio, o Coelho mantém sua trajetória de conquistas de títulos. Um dos clubes mais vitoriosos do futebol nacional, o América também se notabiliza pela tradição e reputação de ser um importante centro de formações de talentos. Dentre outros, revelou jogadores de nível internacional como TostãoÉderYuji Nakazawa,Gilberto SilvaFred, Danilo e outros.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Nosso jornal faz 31 anos

  Neste mês de abril de 2016, o Jornal O Alto Paraopeba, primeiro periódico impresso da cidade de Ouro Branco, completa 31 anos de edição ininterrupta. São mais de três décadas de trabalho a serviço da comunidade de Ouro Branco.
  O jornal foi criado em abril de 1985 pelo Jornalista Virgílio Carlos, um visionário que na época não queria que a história de Ouro Branco passasse despercebida. Atualmente a família do jornalista comanda o jornal e temos como missão pessoal continuar o projeto iniciado por meu pai.
  O jornal possui grande importância, pois criou vínculos com as pessoas do lugar. Além de ser importante meio de informação para as pessoas do local, pois estas preferem ver notícias da sua cidade ou região a ver notícias de grandes jornais da capital que não lhe causam muito impacto. 
  Por todos esses anos, o jornal cumpriu o seu papel de informar, analisar e comentar os fatos, com precisão e isenção.  Além disso, esse veículo de comunicação contribuiu para a formação e fortificação da identidade, documentação histórica, moral e ética desta cidade e de outras da região.
  Essa a publicação evoluiu em formato e linha editorial. Política, esporte, arte, comportamento, cidadania, religião e diversos outros assuntos que  fazem parte da vida das pessoas desta cidade, foram acrescentados no dia-a-dia das edições com uma linguagem leve e informal.
  Nesta oportunidade, faço questão de agradecer todos os anunciantes, parceiros e leitores, que colaboraram para o sucesso dessa empreitada. Sem vocês, o jornal não teria chegado a essa marca.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Que tal criar o dia da verdade?

  A última sexta-feira foi marcada pelas brincadeiras do dia primeiro de abril. Foram muitas pegadinhas foram feitas tanto na esfera pessoal, como também pelo telefone e principalmente nas redes sociais.  O trote existe desde o início do século XX e dizem que ela começou na França e ganhou muita força no Brasil.
  Contudo o que mais me chamou atenção é que não é mais necessária a comemoração deste dia, tendo em vista que as pessoas estão já mentem no ano inteiro. Na verdade, atualmente deveriam existir um dia para comemorar a verdade, por que os outros 364 do ano  já são usados para se falar mentira.
  As pessoas estão mentindo em demasia e os psiquiatras já não sabem mais diferenciar os mentirosos compulsivos e os mentirosos conscientes. Existem casos que podem até mesmo configurar sintomas de transtornos de personalidade.
As pessoas criaram até mesmo as chamadas “mentiras sociais” ou “mentiras boas”, aquelas que falam que a roupa da amiga ficou ótima, mesmo estando horrível. Mas nem sempre as mentiras sociais são usadas para o bem. Vendedores de loja por usam deste artifício só para vender.
  Existem pessoas que mentem tanto que até acreditam em suas mentiras, no mundo paralelo que cria para si. Já o mentiroso consciente sabe que não está falando a verdade. Mente para ter um benefício específico. Fala que não traiu só para manter a relação. Políticos que enganam a população para manter o cargo ou perpetuar o poder sabendo que estão mentindo.

Então, que tal criar o dia da verdade, para ver se as coisas melhoram?

domingo, 13 de março de 2016

Barril de pólvora

  Devido aos acontecimentos políticos da última semana -principalmente, a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Operação Lava-Jato- foram marcados protestos contra e a favor do governo para este domingo, dia 13 de março.  Em alguns locais esses protestos estão sendo convocados com um tom de revolta, brigas e até guerras. De um lado estão os grupos que preparam manifestações contra o governo, do outro lado, militantes petistas e os aliados prometem reação. Um barril de pólvora pode explodir a qualquer momento.
  Apesar de sempre apoiar movimentos reivindicatórios, acho que neste caso, os protestos estão com um tom muito agressivo nos dois lados, o que pode provocar muitas brigas e prejuízos para os próprios manifestantes.   Ao meu ver, não é desta forma que vamos resolver os problemas do Brasil, pelo contrário, depois destes protestos, os problemas podem até mesmo aumentar.
  A situação está tão perigosa que até mesmo os próprios políticos estão pedindo cautela, por parte dos participantes. Por isso, peço a todos vocês que estão se programando para comparecer a um dos pontos de protestos, que evitem brigas, mesmo que esteja sendo provocados, não retruquem. Melhor do que ganhar uma guerra e evitá-la.

sexta-feira, 11 de março de 2016

República sob ameaça

  Por 10 votos a 0, o Supremo Tribunal Federal (STF) acolheu  na última  quinta-feira (3) denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB-RJ) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de exigir e receber ao menos US$ 5 milhões em propina de um contrato do estaleiro Samsung Heavy Industries com a Petrobras. Com a decisão, Cunha passa a ser réu na primeira ação penal no Supremo originada das investigações da Operação Lava Jato. Os ministros não decidiram se Cunha deve se afastar do comando da Câmara. Um pedido de Janot para que ele seja afastado da presidência e do mandato de deputado será julgado pelo Supremo em data ainda indefinida.
  Um dia antes, após uma série de adiamentos, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta quarta-feira (2), com placar apertado, o relatório preliminar que pede a continuidade do processo disciplinar com pedido de cassação do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com isso, o pemedebista vai ser investigado por quebra de decoro por ter ocultado contas bancárias no exterior. Aprovação por 11 a 10 se deu após desempate do presidente do conselho, após relator retirar do texto trecho que mencionava recebimento de propina.
  Na quinta-feira, dia 3, o ex-senador Delcídio do Amaral (PT-MS), preso em novembro sob acusação de tentar atrapalhar as investigações sobre a corrupção na Petrobras, fez um acordo de delação premiada com a força-tarefa da Operação Lava Jato. E o conteúdo da delação atinge tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quanto a presidenta Dilma Rousseff, ambos do PT. Uma espécie de vingança, uma vez que Delcídio atribui ao ex-presidente Lula sua própria prisão. O senador afirma que teria partido de Lula a ordem para tentar subornar Cerveró e que o objetivo era evitar o comprometimento do pecuarista José Carlos Bumlai, homem próximo a Lula.
  Todas essas informações me deixa atordoado, uma vez que, mesmo querendo que todos os corruptos saiam do governo, sejam eles de qualquer partido, vejo que os líderes dos maiores poderes –executivo, câmara e senado- estão em guerra e isso deixa o Brasil descoberto e a república ameaçada. Tenho muito medo do desfecho desta história. Deixando para traz, a guerra dos partidos, temos que nos preocupar com o Brasil e com o futuro do nosso povo.

domingo, 6 de março de 2016

Mais um golpe contra o povo

  O povo brasileiro sofreu mais um golpe na semana que passou e este golpe veio, mais uma vez, de nossos políticos. O que aconteceu na noite de quarta-feira, 24, foi lamentável. O projeto do senador José Serra (PSDB-SP) pretende retirar da Petrobras a condição de operadora única do pré-sal. O “substitutivo” do senador Romero Jucá (PMDB-RR), aprovado pelo Senado, fez exatamente isso: retirou da Petrobras a sua condição de operadora única. Assim, o “substitutivo” substituiu seis por meia dúzia.
  Se o objetivo era acelerar os investimentos no pré-sal, bastava flexibilizar o percentual de participação mínima da Petrobras (30%), como defendeu a emenda apresentada pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Aparentemente, isso não bastava. O fato é que a garantia legal esfumou-se. Era isso que se queria. Esse objetivo maior foi alcançado.
  E isso é trágico. Ter a nossa empresa estatal, um orgulho nacional, como operadora única do pré-sal não é apenas importante para a Petrobras. É fundamental para o Brasil. No regime de concessão, que impera ainda no pós-sal, o petróleo deixa de ser propriedade do país, assim que ele entra na broca da empresa concessionária, que faz com ele o que quiser. No regime de partilha, o país mantém a propriedade do óleo, mesmo depois de ele ser extraído.
  Argumentaram, por exemplo, que a Petrobras não pode explorar o pré-sal a contento porque está endividada. Ora, todas as empresas de petróleo e gás estão atualmente, em maior ou menor grau, endividadas e passando por crises. A dívida da Petrobras foi ocasionada pelos investimentos que ela teve de fazer no pré-sal e por fatores cambiais amplamente conhecidos. Não tem nada a ver com corrupção, que deve ser um assunto a ser tratado em delegacias de polícia, não nas estratégias econômicas do País.
  Porém, ao se retirar da Petrobras a condição de operadora única, se retira também essa garantia fundamental e se investe em sua fragilização e em sua possível privatização. Mas a questão essencial aqui não é simplesmente proteger a Petrobras. É proteger os interesses do Brasil. A participação da Petrobras no pré-sal deve ser assegurada e protegida porque isso é crucial para o desenvolvimento brasileiro.
  Ainda há tempo de se corrigir esse erro, na Câmara, nas ruas e no debate público. Mas é preciso se apressar: o futuro do Brasil está se decidindo agora, em projetos como esse. A restauração neoliberal já está em curso. Precisamos, todos nós, escolher nosso lado. E o povo brasileiro precisa saber o que estão decidindo em seu nome. O povo brasileiro precisa saber que estão rifando seu futuro.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Mais um golpe contra o povo

  O povo brasileiro sofreu mais um golpe na semana que passou e este golpe veio, mais uma vez, de nossos políticos. O que aconteceu na noite de quarta-feira, 24, foi lamentável. O projeto do senador José Serra (PSDB-SP) pretende retirar da Petrobras a condição de operadora única do pré-sal. O “substitutivo” do senador Romero Jucá (PMDB-RR), aprovado pelo Senado, fez exatamente isso: retirou da Petrobras a sua condição de operadora única. Assim, o “substitutivo” substituiu seis por meia dúzia.
  Se o objetivo era acelerar os investimentos no pré-sal, bastava flexibilizar o percentual de participação mínima da Petrobras (30%), como defendeu a emenda apresentada pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE). Aparentemente, isso não bastava. O fato é que a garantia legal esfumou-se. Era isso que se queria. Esse objetivo maior foi alcançado.
  E isso é trágico. Ter a nossa empresa estatal, um orgulho nacional, como operadora única do pré-sal não é apenas importante para a Petrobras. É fundamental para o Brasil. No regime de concessão, que impera ainda no pós-sal, o petróleo deixa de ser propriedade do país, assim que ele entra na broca da empresa concessionária, que faz com ele o que quiser. No regime de partilha, o país mantém a propriedade do óleo, mesmo depois de ele ser extraído.
  Argumentaram, por exemplo, que a Petrobras não pode explorar o pré-sal a contento porque está endividada. Ora, todas as empresas de petróleo e gás estão atualmente, em maior ou menor grau, endividadas e passando por crises. A dívida da Petrobras foi ocasionada pelos investimentos que ela teve de fazer no pré-sal e por fatores cambiais amplamente conhecidos. Não tem nada a ver com corrupção, que deve ser um assunto a ser tratado em delegacias de polícia, não nas estratégias econômicas do País.
  Porém, ao se retirar da Petrobras a condição de operadora única, se retira também essa garantia fundamental e se investe em sua fragilização e em sua possível privatização. Mas a questão essencial aqui não é simplesmente proteger a Petrobras. É proteger os interesses do Brasil. A participação da Petrobras no pré-sal deve ser assegurada e protegida porque isso é crucial para o desenvolvimento brasileiro.
  Ainda há tempo de se corrigir esse erro, na Câmara, nas ruas e no debate público. Mas é preciso se apressar: o futuro do Brasil está se decidindo agora, em projetos como esse. A restauração neoliberal já está em curso. Precisamos, todos nós, escolher nosso lado. E o povo brasileiro precisa saber o que estão decidindo em seu nome. O povo brasileiro precisa saber que estão rifando seu futuro.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Realidade ou ilusão

  Não sei se é verdade. Na verdade, ninguém sabe ainda, pois o caso ainda está sob investigação. Contudo fiquei muito curioso com a notícia de que o velório de uma jovem, de 24 anos, virou assunto na cidade de Conselheiro Lafaiete na última semana. Tudo indica que os seus familiares perceberam sinais vitais na jovem durante o velório.  Tem gente que garante que a jovem estava com o corpo mole e com a testa suada. Outros dizem que ela estava com a respiração fraca e chegou abrir os olhos.
  A suspeita de que ela estaria viva fez com que familiares acionassem o Corpo de Bombeiros. Mas quando chegou ao local, os bombeiros verificaram que ela estava em óbito e que não apresenta nenhum sinal vital.
  Ao mesmo tempo em que parece mentira diante das possibilidades tecnológicas que existem hoje, tenho medo de que a família esteja certa e que tenham enterrado uma pessoa com vida.
  Esse assunto me intriga. Parece até com aqueles casos que escutávamos quando éramos crianças. O tempo passa e parece que continua tudo igual, as mesmas notícias voltam e com as mesmas características.  Será que isso realmente aconteceu ou foi pura ilusão de uma família num momento de grande dor.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Já é carnaval

  O carnaval começa no próximo sábado. Em Ouro Branco, não haverá programação oficial da Prefeitura, devido à crise econômica que assola o País. O mesmo acontece em muitas outras cidades, que preferiram privilegiar áreas mais importantes e não deve ser motivo de críticas.
   Mas quem gosta dessa festa não precisa se entristecer, pode brincar e de divertir da mesma forma.  Se mesmo assim você continua animadíssimo para a folia. Monte o seu grupo e faça o seu próprio carnaval.  Se  essa é sua vontade, faça acontecer, nada poderá lhe atrapalhar. Isso porque Carnaval rima com cair no samba, fantasias, alegria, irreverência, brincadeiras, e muita folia. Também será possível apreciar a alegria e irreverência do Bloco das Ordinárias, que sairá como todos os anos anteriores. Outra saída será aproveitar a festa nas cidades vizinhas, uma  vez que é possível ir e voltar no mesmo dia.
   Um fato engraçado acontece em Belo Horizonte, mais de 200 blocos estão se organizando para desfilar, todos eles sem ajuda do poder público. Para conseguir dinheiro, alguns deles, estão fazendo ensaios e cobrando entrada simbólica, de até R10 do público. Um deles, chamado Baianas Ousadas, está ensaiando desde dezembro e teve até fila na porta para entrar. Para eles, o que vale é a alegria. Isso mostra que dá para fazer a festa usando a criatividade.
  Os mais animadinhos podem até mesmo dar uma esticada até a capital. Tem blocos para todos os gostos, jovens, crianças, idosos, famílias, grupos diferentes. Tem até mesmo um bloco silencioso que vai para a rua fazer meditação. Acreditem, é pura verdade.
   Se você faz parte do grupo de pessoas que não querem saber de carnaval, Ouro Branco vai oferecer diversos lugares para você descansar. Aproveite os sítios, as cachoeiras, faça trilhas, enfim descanse, porque na próxima semana, a rotina vai começar novamente.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Muito mais do que um herói da pátria

  O "Diário Oficial da União" publicou na edição desta terça-feira (29) a sanção pela presidente Dilma Rousseff de lei aprovada pelo Senado que inclui o ex-deputado e ex-governador Leonel Brizola, morto em 2004, no Livro dos Heróis da Pátria.
  A lei sancionada por Dilma reduziu de 50 para 10 anos o período necessário para que alguém seja homenageado no livro depois de morrer.
  Já receberam a homenagem nomes como Tiradentes, Zumbi dos Palmares e Getúlio Vargas. O livro, com páginas de aço, fica exposto no Panteão da Pátria, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
  Brizola é uma das referências políticas da minha geração e foi esplendido em tudo que fez. Brizola teve uma atuação importante na luta contra a ditadura e no período de redemocratização. Em 1989, ficou em terceiro lugar na disputa para a Presidência da República, naquela que foi a primeira eleição direta depois do golpe militar de 1964.
  Além de ser governador do Rio Grande do Sul, sua terra natal, Brizola também esteve à frente do governo do Rio de Janeiro, onde fixou residência em meados da década de 60.
  De origem humilde, ele se tornou um dos políticos mais respeitados do país. Amava crianças e achava que o Brasil deveria investir mais em educação, atuava na mesma linha de Darcy Ribeiro, Paulo Freire, Anísio Teixeira, tantos…
   Brizola recusou-se a acatar o golpe de Estado. Ele foi a única liderança civil na história contemporânea brasileira a resistir a um golpe militar, dividir as Forças Armadas e derrotar os golpistas.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Feliz Natal e próspero Ano Novo!

  Esta é a última edição que publicamos este ano e me senti no dever de agradecer a todos pela parceria que desenvolvemos este ano e pelas contribuições que tornaram esse jornal, um veículo melhor.
  Agradeço aos nossos leitores, pois sem você não teríamos razão de existir.  Sentimos-nos honrados toda vez que você foi à banca para procurar o nosso jornal, toda vez que você me parou na rua e pediu um exemplar. É um grande prazer saber que temos você como nosso leitor. A nossa meta é oferecer sempre o melhor.
  O nosso reconhecimento também a todas as pessoas e empresas que foram fontes, ou seja, que fizeram parte das edições do jornal. Não existe veículo de comunicação sem os seus personagens e temos que agradecer a Deus por ele ter permitido que contássemos a sua história.
  Os anunciantes e parceiros não poderiam ficar de fora. Somos privilegiados porque contamos com sua amizade, apoio e confiança. Queremos que vocês continuem nos prestigiando com sua preferência e atenção, pois só assim teremos motivos para buscar sempre o melhor.
  A nossa empresa deseja a todos os melhores votos de paz, saúde e boas festas. Que todos possam somar todas as alegrias e dividir seu entusiasmo de ser feliz.
Obrigada por essa parceria.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Foi porque eles eram negros

  Já passou semanas, mas ainda estou indignado com o assassinado dos cinco jovens, que tiveram o carro metralhado por policiais no Rio de Janeiro, no sábado passado.  Além da indignação, também tenho a certeza de que eles morreram porque eram negros. Se fossem brancos, a polícia não tinha agido daquela forma. Em nossa sociedade a cor da pele define se a pessoa vale ou não alguma coisa.
  Apesar de a imprensa ter divulgado que dois deles já tinha passagem pela polícia, eles não eram procurados e saíram de casa para fazer um lanche para comemorar o primeiro salário que um deles tinha recebido e tinham programado de ir à praia domingo quando foram surpreendidas pelas dezenas de tiros disparados por policiais militares. A crueldade foi tamanha que a família de Wilton, que é uma das vitimas, chegou ao local e o encontrou ainda agonizando, mas os policiais não deixaram que eles socorressem o rapaz porque não poderia alterar a cena do crime.
  Além disso, as primeiras testemunhas que chegaram logo após o crime dizem que os policiais tentaram forjar um auto de resistência. Disseram que não poderia alterar a cena do crime, mas pegaram a chave do carro, abriram a mala do carro e colocaram lá dentro uma pistola de mentira. Eles não eram criminosos e mesmo se fossem, os jovens de Costa Barros não podiam ter sido fuzilados. Estavam desarmados, não ameaçaram os policiais. Tinham de 16 a 25 anos.
  O racismo brasileiro é tão grande que num primeiro momento, o comando do 41º BPM emitiu nota informando que apenas tinha aberto um Inquérito Policial Militar (IPM) para esclarecer as circunstâncias da ocorrência. Ficou parecendo que matar negro no Brasil não é crime.  Somente dias depois e por pressão da sociedade é que os policiais foram presos. Fiquei triste ao observar como demorou a cair o comandante do 41º Batalhão da PM, ao qual pertencem os policiais. Para mim só tem uma certeza, eles morreram porque eram negros.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cunha rasga a Constituição

  Diante da movimentação de deputados petistas pela aceitação do processo que pedia a cassação de Eduardo Cunha no Conselho de Ética, o presidente da Câmara anunciou, com toda a pompa e com direito a show midiático, que deu prosseguimento ao pedido de impeachment contra Dilma.
  Para alguns juristas, Eduardo Cunha rasgou a Constituição Brasileira e não é a primeira vez que ele fez isso. Já faz algum tempo que estamos assistindo, de forma passiva, as manobras deste político que não é fiel á democracia.  Ele é réu da Justiça, formalmente acusado pelos crimes de corrupção, evasão fiscal e lavagem de dinheiro. Cunha é um representante dos "podres poderes" que ao longo do último ano impôs ao Congresso uma agenda de atraso civilizatório, perda de direitos, conservadorismo, ódio, preconceito, machismo e agora coloca o país à beira do abismo institucional apenas por necessidade própria.
  Mas ficou claro para todos que a indicação do impeachment da Presidenta Dilma foi uma chantagem, uma vez que não existe um único fato jurídico ou criminal que justifique a abertura de um processo de tamanha importância como um impeachment, o que estamos presenciando é a instalação de um golpe histórico movido por puro ódio, rancor e vingança. Diferentemente da Presidenta, Eduardo Cunha está sim acusado de gravíssimos crimes e por meio de sua chantagem, ele assinou seu atestado de culpa e mau-caratismo diante de todo um país.
  Se alguém ainda precisava de provas de apreço de Cunha pela democracia, esse é o indício mais profundo de que, para conseguir o que deseja, Cunha joga suas cartas de acordo com seus interesses. Ao fazer isso, ele entrará para a história política brasileira como uma das personalidades mais maquiavélicas que já pisaram o nosso parlamento. Não há muito a se esperar de uma personalidade que não hesita em mentir, chantagear, ameaçar, ocultar, usar o cargo em benefício próprio e tomar o Executivo, o Legislativo e a República toda de reféns para salvar sua própria pele.
  Estou extremamente indignado, como todo brasileiro e toda brasileira deveriam estar nesse momento, independentemente de minha opinião sobre o governo da presidenta Dilma Rousseff. Sim, independentemente disso. Neste momento não é o governo Dilma que está em discussão. O impeachment é um remédio drástico, só aplicável em última instância, quando existe crime de responsabilidade. E não é o caso.
  Cunha e seus aliados não podem usar a insatisfação do povo com o atual Governo (em parte, muita por causa dele e de seu partido) para que se aceite um claro golpe contra a democracia. Sinceramente ainda tenho a esperança que á área progressista do Congresso se una para lutar pela democracia e contra o golpe.  Que o tiro saia pela culatra.

sábado, 5 de dezembro de 2015

“Black fraude”

  No dia 27 de novembro, o comércio dos Estados Unidos promoveu o grande e famoso evento denominado Black Friday. Este acontecimento é muito aguardado pelos consumidores daquele país. Sua duração é de apenas um dia e todos os anos acontece sempre na última sexta-feira do mês de Novembro, um dia após o feriado de Ação de Graças.  Várias histórias narram o surgimento deste evento, uma delas se refere à forma como os comerciantes americanos representavam os números de suas finanças. Vermelho quando atravessavam um período de vendas em baixa e preto quando os números começavam a melhorar.
  Na tradução correta Black Friday é sexta-feira preta, isso porque as portas se abrem após a meia-noite. Outras lojas costumam abrir às 04hs da manhã. Mas antes disso, é comum ver longas filas de pessoas aguardando horas. E quando as portas se abrem as pessoas realmente perdem o controle e saem em disparada, por que os preços estão realmente muito abaixo do mercado.
  A promoção com o mesmo nome já foi adotada em outros países, como Reino Unido, Austrália, México, Romênia, Costa Rica, Alemanha, Áustria e Suíça, e introduzida no Brasil há cerca de cinco anos. Mas aqui, as coisas são um pouco diferentes. Após primeiras edições, o dia de descontos ganhou má fama e o apelido de "Black Fraude", em que "tudo é vendido pela metade do dobro". Isso porque foram feitas muitas denúncias de lojas que aumentaram seus preços antes da data para depois conceder "descontos" em que o valor cobrado era igual ou até superior ao preço normal.
  Até mesmo a criação de lojas virtuais falsas para enganar o consumidor. Somente o Procon-SP listou 450 sites a serem evitados por consumidores por terem sido alvo de reclamação e não responderam à notificação, ou seus responsáveis não foram encontrados;
  A situação é tão escandalosa que para este ano, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico criou o selo "Black Friday Legal", que sinaliza que a loja se comprometeu à cumprir um código de ética que proíbe a maquiagem de preços.
  Por isso, caso você esteja querendo comprar alguma coisa durante a Black Friday brasileira, pesquise o histórico de preços de um produto em determinada loja por meio dos sites de busca de preços.  Tenha em mente que muitos dos produtos do site não estarão em oferta. Aqueles com preços promocionais são anunciados pelas lojas. E por fim, cuidado porque muitos comerciantes estão precisando recuperar as vendas perdidas durante o ano e podem estar querendo fazer isso neste momento.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dependente do próprio algoz

  Assim como eu, acho que várias pessoas ficam perplexas quando o prefeito de Mariana Duarte Júnior (PPS) resistiu ao fato que a empresa Samarco seja fechada após o rompimento de duas barragens, que destruiu o subdistrito de Bento Rodrigues. Numa análise emocional temos a reação de pedir que a Vale/Samarco desapareça de nossas cidades e vá contaminar o lugar onde estão sediados.
Mas se pensarmos com a razão, veremos que as nossas cidades se tornaram dependentes dessas empresas, ou seja, são refém do próprio algoz.  A fala do prefeito que com medo de perder 80% de sua arrecadação, além de ver 400 moradores desempregados, reflete o desespero de todo administrador público de nossa região.
  Ao refletir sobre isso, tive um enorme pavor, porque não damos conta que todas as nossas cidades vizinhas, inclusive Ouro Branco, padecemos do mesmo problema. Todos nos somos dependentes de uma única empresa para sobreviver. Nossos administradores públicos devem se atentar para esse fato, temos que diversificar a economia, não depender tanto assim de uma só empresa. Se a Gerdau ir embora de Ouro Branco, também teremos que fechar a cidade e essa realidade se tornou ainda mais forte, durante a fala desesperada do prefeito de Mariana.
  O pior de tudo, sabemos que tanto a mineração, como a também a siderurgia, são atividades predatórias e que essas empresas levam nossa riqueza e nos devolvem muito pouco do que lucra. Mariana, por exemplo, fica com menos 2% do lucro da Vale/Samarco.
  Eles levam a nossa riqueza desde a desde a colonização, e vão deixando um rastro de destruição para traz. Hoje temos o exemplo de Mariana. Mas assim que esgotar  o nosso minério, eles irão embora e restarão apenas povoamentos empobrecidos e decadentes. Foi assim durante os Ciclos do Ouro e do Diamante. O subdistrito de Bento Rodrigues e o próprio município de Mariana são um retrato dessa decadência produzida pela mineração.
  O que aconteceu em Bento Rodrigues, e antes em outros municípios mineradores, é a repetição de uma atitude que remonta ao passado, desinteressada das projeções do nosso crescimento econômico e de um compromisso com as futuras gerações.
  Nossos governantes não podem mais agir com essa perspectiva de curto prazo, temos que pensar no futuro. O que será de Ouro Branco quando nossas riquezas não forem mais interessantes para a Gerdau? Espero que o silêncio, que se rompeu junto com a barragem, transforme-se não só em investigações, denuncias apurações e punições, mas também sirva para abrir o olho dos prefeitos das cidades desta região. Caso contrário, um dia poderá ser outro deles a dar entrevista para pedir a permanência do próprio algoz.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

De novo, a mesma tragédia

Não é a primeira vez que barragens se rompem nesta região. Em 2014, um acidente em Itabirito deixou três trabalhadores mortos e na  última quinta-feira, fomos surpreendidos pela notícia de que as barragens de Fundão e Santarém, da mineradora Samarco se romperam e liberaram uma onda de lama que teria chegado a 2,5 m de altura e causou grande destruição no distrito de Bento Rodrigues em Mariana.
Moradores relataram um cenário de devastação em Bento Rodrigues, que está há apenas 2 km do rompimento. Há relatos de desaparecidos e pessoas ilhadas, mas o número real de vítimas ainda é desconhecido.
Ninguém sabe o que teria causado o rompimento e existe até rumores que houve dois pequenos tremores na área duas horas antes do rompimento. Não se sabe também se essa lama é tóxica. Sabe-se que as barragens continham água e rejeitos de minério de ferro. A maioria deste material é considerada de baixo potencial poluidor.
O certo é que os 600 moradores do distrito de Bento Rodrigues estão sem seus lares e como outros vilarejos foram atingidos pela lama, a estimativa é de que até 2 mil pessoas possam ter sido afetadas.
O certo também é que essa mesma tragédia acontecerá novamente várias vezes, até que se crie políticas corretas para evitá-las.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Dia do livro

  O Dia Nacional do Livro foi celebrado em todo o Brasil, no dia 29 de outubro. A data é uma homenagem à fundação da Biblioteca Nacional do Brasil em 1810. A Biblioteca fica na cidade do Rio de Janeiro e é considerada pela UNESCO uma das dez maiores bibliotecas nacional do mundo e também a maior biblioteca da América Latina.
  O primeiro livro publicado no Brasil foi Marília de Dirceu, escrito por Tomás Antônio Gonzaga. Na época, o imperador do país fazia uma leitura prévia dos mesmos, a fim de liberar ou não o seu conteúdo, funcionando como censura. Em 1925, Monteiro Lobato, escritor e editor, autor do Jeca Tatu e do Sítio do Picapau Amarelo, fundou a Companhia Editora Nacional, trazendo grandes possibilidades de crescimento editorial para o Brasil.
  O livro é um meio muito importante para adquirir conhecimento, e contribuir com o desenvolvimento da nossa linguagem e escrita. Além de ser muito gostoso ler! Hoje temos livros de todos os temas, assuntos, histórias, e idades.  Mas nem sempre foi assim.
  Você sabia que na Idade Média os livros eram feitos a mão e produzidos por monges que usavam tinta e bico de pena para escrever os textos? Um livro pequeno levava meses para ficar pronto. Imaginem só se não tivéssemos todos os recursos avançados que temos hoje para produzir os livros? Com toda a tecnologia que temos hoje, por maiores que sejam eles ficam prontos rapidamente.
  Atualmente, os programas de promoção do livro têm sido o ponto forte das bibliotecas públicas brasileiras. Estudo conduzido pela Fundação Pensamento Digital mostra que as ações para preservação de memória e estímulo a escritores também se destacam nos serviços prestados.
  O Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), por exemplo, fornece, desde 1997, obras de literatura e pesquisa, revistas e periódicos para que toda escola pública tenha uma biblioteca para os seus alunos. Executado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em parceria com a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), o programa atende de forma universal e gratuita, em todos os estados do país, escolas públicas da educação básica cadastradas no Censo Escolar.

Ouro Preto em alerta

  Uma série de boatos ganhou as ruas da cidade de Ouro Preto, na região Central do Estado, e provocou pânico, principalmente, entre os estudantes da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Publicações nas redes sociais divulgam a existência de uma roleta russa onde pessoas contaminadas com HIV estariam transmitindo a doença durante relações sexuais.
  Depois das mensagens nas redes sociais, o pânico tomou conta dos estudantes, uma vez que eles costumam ir para festas e fazem sexo com pessoas desconhecidas e sem camisinha. Apavorados muitos estudantes estão procurando os centros de saúde para fazer exames que diagnosticam a presença do vírus.
  Foram tantos pedidos de novos exames, que a prefeitura da cidade teve que posicionar-se sobre o assunto para garantir que não há qualquer evidência de modificações no quadro normal destas incidências na região.
  A prefeitura está deflagrando ações de conscientização da população sobre a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis nas unidades de saúde, na comunidade estudantil e em locais públicos.

domingo, 11 de outubro de 2015

Suicídio não é notícia

  Algumas pessoas estão me questionando o porquê do jornal não divulgar alguns suicídios que acontecem na cidade. Então venho a público explicar as causas deste fato para que não fique nenhuma dúvida sobre o assunto.
  Antes de qualquer coisa, explico que não existe nenhuma Lei me proibindo fazê-lo, se divulgasse notícias sobre esse assunto, com certeza, o jornal não teria problemas jurídicos. Mas assim como a maioria dos outros jornais existentes no país, não publico suicídios devido a um acordo de cavalheiros que foi feito entre a Associação Brasileira de Jornais (Aberj) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).  Segundo esse acordo, a divulgação da notícia que alguém se suicidou, com detalhes sobre como isso foi feito e nome das pessoas pode influenciar ou mesmo incentivar outras pessoas que estão vulneráveis a fazê-lo também.
  Um exemplo de que a divulgação deste fato por influenciar diretamente o aumento dos casos é o que aconteceu em Viena na década de 80, quando o metrô da cidade registrou 22 casos de suicídio em 18 meses, após uma cobertura sensacionalista de um incidente em 1986. Com o aumento das mortes, a imprensa e Associação Austríaca para a Prevenção do Suicídio desenvolveram um manual sobre como os profissionais deveriam abordar o assunto. Com a nova orientação, a taxa de suicídio no metrô austríaco caiu 75% em cinco anos.
  Não existem certezas sobre o grau de influencia e eu mesmo tenho duvidas sobre isso, mas revolvi respeitar, uma vez que o assunto é sério o suficiente para que não se experimente. O acordo feito entre as duas associações prevê também que se deve poupar os sobreviventes que podem estar em grande sofrimento e uma exposição pública pode aumentar ainda mais essa dor.

domingo, 4 de outubro de 2015

Só uma pouco de nostalgia

  Estava conversando com alguns amigos sobre a época da nossa infância e me lembrei das partidas de futebol que jogávamos na rua. Como era bom jogar a nossa “pelada” de todos os dias, todas as tardes e todas as noites. Aí nos lembramos que não era uma brincadeira qualquer, tinha regras, que nós mesmos não sabíamos naquela época. Se você jogou “pelada” na rua também confira se as regras do seu time eram as mesmas do meu.
  Para começar os dois meninos que melhores jogavam não podiam ficar no mesmo lado. Logo, eles tiravam o famoso “par ou impar” e escolhiam os times. O dono da bola joga sempre jogava no mesmo time do melhor jogador, mesmo que ele fosse o pior de todos. Ser escolhido por último era uma grande humilhação. Além disso, um dos times sempre jogava sem camisa.